O que é um clássico?, por Virginia Woolf

O que é um clássico?, por Virginia Woolf

Afinal, o que é um clássico? Pensar sobre essa questão pode levar a discussões acaloradas de horas (não é, Cláu, do Tô Lendo?) e até a bloqueios do Facebook, mas estava lendo Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf, e guardei dois trechos que gostei muito.

O tema do ensaio da escritora é a mulher e a ficção, mas, em um determinado ponto, ela se pergunta por que alguns livros são lidos apenas na época em que são publicados, enquanto outros continuarão sendo lidos séculos depois.

O que eu entendi do texto de Virginia é que, para ela, é uma algo intuitivo: tem escritores que são gênios e basta lê-los para identificar.

"Ou talvez seja porque a Natureza, em seu humor irracional, escreveu em tinta invisível nas paredes da mente, uma premonição que é confirmada por esses grandes artistas - um esboço que precisa apenas ser colocado diante do fogo da genialidade para se tornar visível. Quando alguém o revela e o vê ganhar vida, exclama em arrebatamento: Mas isto é o que eu sempre senti, soube e desejei! E a pessoa ferve de excitação, e, fechando o livro, como se fosse algo muito precioso, um porto seguro ao qual retornar por toda a vida, guarda-o de volta na prateleira, pensei, tomando Guerra e Paz e guardando-o de volta no lugar."


"É o que infiro ao ler Rei Lear, Emma ou Em Busca do Tempo Perdido. Pois ler esses livros parece desempenhar uma operação curiosa de burilação dos sentidos; vê-se de forma mais clara depois disso; o mundo parece despido de suas cobertas e provido de vida mais intensa"

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