A gente lê: Os Mil Outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell

A gente lê: Os Mil Outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell

Século XVIII, a Europa ainda desbravava os oceanos para colocar o restante dos continentes ao seu dispor. A Companhia Holandesa das Índias Orientais, por exemplo, enviava anualmente um navio à cidade de Nagasaki, no Japão, onde uma ilha artificial, Deijima, alocava seus funcionários. Lá, os estrangeiros vendiam, compravam, mas, ao contrário do que ocorreu em muitas nações da América e Ásia, eles não conseguiram firmar a soberania.

Povo antigo, os japoneses estipularam suas regras e, com isso, vigiavam de perto a tripulação holandesa que ia além de comerciantes. Havia também médicos, cozinheiros, administradores, etc, etc. 

Bom, essa é a parte histórica, exaustivamente pesquisada por David Mitchell para servir de pano de fundo para a ficção Os Mil Outonos de Jacob de Zoet.

O escritor fez com que, num desses navios europeus, chegasse o escrivão Jacob de Zoet, cujo objetivo era permanecer cinco anos com a Companhia para guardar dinheiro e se casar com Anna. Mas dois pontos bagunçam seus planos: sua esperteza, que acabou atraindo a atenção do chefe - para o bem e para o mal; e a parteira Orito, que estudava em Deijima.

E aí tenho que parar por aqui, pois esse é aquele tipo de narrativa do jeitinho que a gente gosta: tão cheia de desenrolares, que qualquer revelação pode estragar as surpresas da sua leitura. Fiquei alucinada com o livro, mas dou uma dica preciosa: anote os nomes e funções dos personagens para não se perder. 

Os Mil Outonos de Jacob de Zoet foi um presente que ganhei da querida Bonie, o que me faz pensar que uma boa tática para descobrir escritores novos é seguindo indicações e dicas dos amigos <3

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