A gente lê: A Lista Negra

A gente lê: A Lista Negra

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Já dissemos aqui no Shereland que, em geral, temos quatro vezes mais chances de gostar de indicações de leitura de amigos do que se formos na opinião de desconhecidos. Mas, dessa vez, escolhi me arriscar e parti para uma dica do Garota It  que, pasmem, é um blog/vlog literário que não sigo.

E não é que deu certo? A Lista Negra, de Jennifer Brown, é arrebatador. 

Tudo o que eu tinha ouvido sobre a obra é que ela abordava bullying. Bom, é bem mais do que isso. Mas muiiiito mais.

Logo de cara, nos deparamos com uma reportagem (fictícia) noticiando que houve um massacre na praça de alimentação de uma escola, e que o assassino tinha se matado após acertar um tiro na namorada. O artigo questiona se a garota, a Valerie, é a heroína (por ter se sacrificado na tentativa de acabar com o tiroteio) ou se ela é a cúmplice (pois criou uma lista negra com o nome de várias pessoas que depois vieram a ser mortas pelo namorado).

Para que o leitor consiga se inteirar, a primeira parte do livro intercala três histórias: a) a de como Valerie e Nick haviam sido excluídos e humilhados; b) a do dia do massacre; c) e a do retorno de Valerie para a "vida normal".

Até então, já tinha visto outras obras sobre atentados em escola (como o maravilhoso Elefante, de Gus Van Sant, cujo trailer finaliza este post), mas acho que a ousadia de Jennifer Brown foi justamente começar pelo estopim, pois, assim, ela nos carrega para o martírio de Valerie. A personagem sofre porque o namorado morreu, sofre porque desconhecia as reais intenções dele e sofre para provar (até para ela mesma) sua inocência.

Já aviso: sentimentos bem divergentes vão ser arrancados de você caso tope embarcar nessa. Eu realmente tive um ódio quase concreto de alguns personagens e... enfim, acho que só quem ler vai conseguir entender o que eu estou falando.

Pulando de assunto, mas continuando em A Lista Negra, o livro acabou me remetendo a outra obra teen que li neste ano, Eleanor & ParkAmbos trazem o bullying como tema maior, mas penso que, no fundo, a moral que fica é que adolescentes problemáticos são fruto de famílias desestruturadas. O que me faz pensar se a temática "a família" não seria o atual tabu americano. 

É só um palpite...

Conforme o prometido, termino então com o trailer de Elefante

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