A gente lê: O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald + baixe a obra grátis

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Nível 0 de spoilers

Após lutar na Primeira Guerra Mundial, Nick Carroway, um garoto de estirpe do Meio-Oeste Americano, decidiu ser corretor de ações em Nova York. O cara se fixou em Long Island - o distrito mais calmo e isolado da cidade -, bem em frente a uma mansão #ostentação cujo dono, Gatsby, dava festas de arromba. 

O que eu havia ouvido sobre este clássico de F. Scott Fitzgerald até então me dava a entender que Gatsby era um fanfarrão (pensem só no sorrisinho sacana de Leonardo di Caprio no cartaz do filme). Mas, lendo o livro, em nenhum momento enxerguei um personagem vidaloka. Pelo contrário: o anfitrião permanece o tempo todo de canto, enquanto os convidados, meros desconhecidos, comem e bebem às suas custas espalhando boatos sobre ele.

Nível 5 de spoilers

Acontece que Gastsby era, no fundo, um romântico. O ricaço havia tido um grande amor antes de partir para guerra e, quando voltou, a mulher estava casada com outro. Coincidentemente (será mesmo?), ela é a prima do narrador Nick Carroway, Daisy. Resumindo: ele dava festas na esperança de, um dia, a amada aparecer. Ownnnnn....

Nível 7 de spoilers

Nos primeiros 70% do livro, achei que estava lendo uma trama de amor. Tolinha que fui... O Grande Gatsby é um livro sobre a profunda solidão, mas o porquê deixo para vocês descobrirem.

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Fim de spoilers - A importância de O Grande Gatsby

A obra é figurinha carimbada em qualquer lista de livros essenciais da literatura (como esta aqui feita pela Revista Bravo ou essa aqui escolhida por usuários do Facebook). Depois que terminei de ler, fui atrás de algumas análises para entender melhor.

Escrita em 1925, a trama captura um momento de euforia para os americanos. Enquanto a Europa estava devastada por uma guerra, os americanos viviam o momento de sonho e, cada vez mais, novos ricos pipocavam. Isso tudo, é claro, até 1929... Para o jornalista Ruy Castro, não é só na ficção que o hedonismo corria solto: Gatsby era Fitzgerald, enquanto Daisy era sua esposa, Zelda. O casal vivia nas festas parisienses tocando o terror e, nos momentos de ressaca, O Grande Gatsby era criado.

A análise de Tanny Tanner cita a inovação do personagem Nick Carroway, porque ele é o narrador, mas não o protagonista. É também o mais fiel defensor de Gatsby. Portanto, até que ponto podemos confiar no que ele conta? Até que ponto ele idealiza seu personagem principal? Parece que, durante os muitos anos que levou para escrever o clássico, Fitzgerald reduziu até o mínimo as falas do milionário e, no fim, apenas 4% do texto é formado pelas aspas de Gatsby, de resto é a representação que o amigo Nick deu a ele. 

Não sei vocês, mas eu amo narradores-enroladores :)

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Por ser escrito há um certo tempo, eu diria que é melhor arriscar o original se seu inglês for avançado. Anyway, não vai custar nada, então baixe a versão gratuita e faça um teste. Se estiver difícil, tem várias traduções de O Grande Gatsby na Amazon. Ou você pode se cadastrar no Shereland, adicionar amigos e pedir o livro emprestado.

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