A gente lê

Aqui contamos para você qual é o livro que a gente anda carregando na mochila. (Porque, acima de tudo, nós do Shereland somos leitores)

A gente lê: Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século

Geralmente, escrevo um bocado sobre o livro que acabei de ler, mas, desta vez, o título da obra já é autoexplicativo, são Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século (XX), oras.

Com organização do professor Italo Moriconi, a seleção tem de tudo: de Machado a Veríssimo, de Lima Barreto a Hilda Hilst. Só não tem Guimarães Rosa, por conta de direitos autorais :(

Os contos estão divididos por décadas, acho mais gostoso ler na ordem e ir percebendo a evolução e preocupações dos escritores de cada tempo.

Listei todos os contos e autores inclusos na coletânea, pois, dessa maneira, você pode procurá-los até na internet.

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  1. Pai Contra Mãe, de Machado de Assis
  2. O Bebê de Tarlatana Rosa, João do Rio
  3. A Nova Califórnia, de Lima Barreto
  4. Dentro da Noite, João do Rio
  5. A Caolha, Júlia Lopes de Almeida
  6. O Homem Que Sabia Javanês, de Lima Barreto
  7. Pílades e Orestes, de Machado de Assis
  8. Contrabandista, de João Simões Lopes Neto
  9. Negrinha, de Monteiro Lobato
  10. Galinha Cega, de João Alphonsus
  11. Gaetaninho, de Alcântara Machado
  12. Baleia, de Graciliano Ramos
  13. Uma Senhora, de Marques Rebelo
  14. Viagem aos Seios de Duília, de Aníbal Machado
  15. Peru de Natal, de Mário de Andrade
  16. Nhola dos Anjos e a Cheia de Corumbá, de Bernardo Élis
  17. Presépio, de Carlos Drummond de Andrade
  18. O Vitral, de Osman Lins
  19. Um Cinturão, de Graciliano Ramos
  20. O Pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião
  21. Gringuinho, de Samuel Rawet
  22. O Afogado, de Rubem Braga
  23. Tangerine-Girl, de Rachel de Queiroz
  24. Nossa Amiga, de Carlos Drummond de Andrade
  25. Um Braço de Mulher, de Rubem Braga
  26. As Mãos de Meu Filho, de Érico Veríssimo
  27. A Moralista, de Dinah Silveira de Queiroz
  28. Entre Irmãos, de José J. Veiga
  29. A Partida, de Osman Lins
  30. A Força Humana, de Rubem Fonseca
  31. Amor, de Clarice Lispector
  32. Gato Gato Gato, de Otto Lara Resende
  33. As Cores, de Orígenes Lessa
  34. A Máquina Extraviada, de José J. Veiga
  35. O Moço do Saxofone, de Lygia Fagundes Telles
  36. Feliz Anizersário, de Clarice Lispector
  37. O Homem Nu, de Fernando Sabino
  38. O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan
  39. A Mulher do Vizinho, de Fernando Sabino
  40. Uma Galinha, de Clarice Lispector
  41. Menina, Ivan Ângelo
  42. A Caçada, de Lygia Fagundes Telles
  43. O Burguês e o Crime, de Carlos Heitor Cony
  44. Uma Vela Para Dario, de Dalton Trevisan
  45. Passeio Norturno - Parte I e II, de Rubem Fonseca
  46. A Morte de D.J. em Paris, de Roberto Drummond
  47. Aí Pelas Três da Tarde, de Raduan Nassar,
  48. Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector
  49. O Elo Partido, de Otto Lara Resende
  50. A Estrutura da Bolha de Sabão, de Lygia Fagundes Telles
  51. O Peixe de Ouro, de Haroldo Maranhão
  52. Gestalt, de Hilda Hilst
  53. Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca
  54. Correspondência Completa, de Ana Cristina Cesar
  55. Fazendo a Barba, de Luiz Vilela
  56. Sem Enfeite Nenhum, de Adélia Prado
  57. A Balada do Falso Messias, de Moacyr Scliar
  58. La Suzanita, de Eric Nepuceno
  59. Porque Lulu Bergantim Não Atravessou o Rubicon, de Josê Cândido de Carvalho
  60. A Maior Ponte do Mundo, de Domingos Pellegrini
  61. Crítica da Razão Pura, de Wander Piroli
  62. A Porca, de Tânia Jamardo Faillace
  63. O Arquivo, de Victor Giudice
  64. Guardador, João Antônio
  65. O Vampiro da Alameda Casabranca, de Márcia Denser
  66. Um Discurso Sobre o Método, Sérgio Sant'Anna
  67. Idolatria, Sérgio Faraco
  68. Hell's Angels, de Márcia Denser
  69. Bar, de Ivan Ângelo
  70. Aqueles Dois, de Caio Fernando Abreu
  71. Intimidade, de Edla Van Steen
  72. I Love My Husband, de Nélida Piñon
  73. Toda Lana Turner Tem Seu Johnny Stompanato, de Sonia Coutinho
  74. King Kong x Mona Lisa, de Olga Savary
  75. Flor de Cerrado, de Maria Amélia Mello
  76. Obscenidades Para uma Dona de Casa, de Ignácio de Loyola Brandão
  77. O Santo que Não Acreditava em Deus, de João Ubaldo Ribeiro
  78. O Japonês de Olhos Redondos, de Zulmira Ribeiro Tavares
  79. Vadico, de Edilberto Coutinho
  80. Linda, Uma História Terrível, de Caio Fernando Abreu
  81. Os Mínimos Carapinas do Nada, de Autran Dourado
  82. Conto (Não Conto), de Sérgio Sant'Anna
  83. A Confraria dos Espadas, de Ribem Fonseca
  84. Estranhos, de Sérgio Sant'Anna
  85. Nos Olhos do Intruso, de Rubens Figueiredo
  86. O Antinatal de 1951, de Carlos Sussekind
  87. Olho, Myrian Campello
  88. Zap, Moacyr Scliar
  89. Days of Wine and Roses (Dias de Vinho e Rosas), de Silviano Santiago
  90. A Nova Dimensão do Escritor Jeffrey Curtain, de Marina Colasati
  91. Jardins Suspensos, Antonio Carlos Viana
  92. O Misterioso Homem-Macaco, de Valêncio Xavier
  93. Dois Corpos que Caem, de José Silvério Trevisan
  94. Conto de Verão N : Bandeira Branca, de Luis Fernando Verissimo
  95. Por Um Pé de Feijão, de Antônio Torres
  96. Viver Outra Vez, de Márcio Barbosa
  97. Guri, de Cínthia Moscovich
  98. Estão Apenas de Ensaiando, de Bernardo Carvalho
  99. O Importado Vermelho de Noé, de André Sant'Anna
  100. 15 Cenas de Descobrimento de Brasis, de Fernando Bonassi

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A gente lê: A Queda, de Albert Camus

a-queda-camus.gifNão havia nada que desse mais prazer a Jean-Batiste Clamence do que ajudar os outros - tanto que ele fez sua carreira como advogado de defesa dos pobres. Bonito, rico e envolvente, ele era o maioral. Até o dia em que, caminhando sozinho numa noite à margem do Sena, ele vê uma pessoa perturbada olhando o rio. Pouco depois, nosso protagonista escuta o tchibum e, vendo que a área estava vazia de espectadores, não faz nada para resgatar o suicida. 

Ele ajudava os outros para ajudar os outros ou para mostrar aos outros outros que ajudava os outros? A partir da revelação de sua hipocrisia, ele entra em decadência. Ou seja, a queda física da moça leva à queda moral de Jean-Batiste.

O romance A Queda, de Albert Camus, é um monólogo - portanto não espere ação! - em que um cara em crise profunda revela todos os seus podres. Quer dizer, todos os nossos podres, pois o personagem usa suas falhas de caráter para apontar a engrenagem toda a sociedade.

Publicada em 1956, a obra é um conto que cresceu demais. Sim, Camus a incluiria numa coletânea, mas, no fim, deu numa novela amargurada e irônica de 111 páginas que dá pra ler em um dia (mas talvez leve anos para ser digerida).

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A gente lê: Gabo - Memórias de Uma Vida Mágica (+ curiosidades sobre Cem Anos de Solidão)

gabo-memorias-de-uma-vida-magica-capa.gifE aí que eu ganhei Gabo - Memórias de Uma Vida Mágica, uma HQ sobre a vida de Gabriel García Márquez feita por um apanhado de artistas colombianos* no ano passado S2 S2 S2

Na verdade, mais que uma biografia completona, a obra retrata a história da criação de Cem Anos de Solidão, o livro mais importante de Gabo e grande responsável pelo seu Nobel. No entanto, como Cem Anos está profundamente atrelado às memórias de infância do autor, a HQ permite que nós, leitores, nos deleitemos com muitas fofocas curiosidades. Vou contar algumas aqui:gabo-memorias-de-uma-vida-magica-2.gif

  • Gabo foi criado pelos avós na cidade de Arataca até os nove anos de idade. A vó era muito sensitiva e o vô, um coronel. Hum... alguma semelhança com as personagens que dão início à saga dos Buendía?

  • A família também serviu de base para outras histórias. Por exemplo: seu avô teve que fugir de uma cidadezinha, pois foi ameaçado de morte pelo filho de sua suposta amante. Felizmente, tudo não acabou em tragédia como em Crônica de Uma Morte Anunciada (já resenhei a obra aqui ).

  • Porque alguns parentes morreram nos aposentos do casarão de Arataca, o pequeno Gabriel tinha muito medo de dormir sozinho e teve pesadelos até quando já era jovem e morava no alojamento da faculdade;

    gabo-mercedes.gif

  • A "pedido" do pai, Gabriel iniciou o curso de medicina;

  • Quando era jornalista, foi obrigado a meio que fugir da ditadura indo para a Europa, onde passou tantas necessidades, que chegou a dormir na rua;

  • Depois de publicar alguns livros, achou que estava sofrendo bloqueio criativo e começou a fazer roteiros de cinema;

  • Quando a Revolução Cubana se consagrou em 1959, Gabo foi cobrir o evento e trocou muita ideia com Fidel;

  • Ficou maquinando a história de Cem Anos de Solidão por 19 anos. O start foi dado depois que ele leu pela segunda vez A Metamorfose, de Kafka, ainda na faculdade. No entanto, só quando já era casado e foi levar os filhos à praia de Alcapulco é que conseguiu juntar tudo o que havia formulado e, finalmente, escrever;

  • O escritor e sua querida esposa, Mercedes, tiveram que vender as alianças para conseguir o dinheiro para enviar os manuscritos de Cem Anos... para a editora. Ainda assim, a grana não foi o suficiente, e o casal acabou dividindo o texto pela metade.

    gabo-memorias-de-uma-vida-magica.gif

A HQ Gabo - Memórias de Uma Vida Mágica foi criada por Óscar Pantoja, Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e Julián Naranja. Minha impressão é de que eles já estavam fazendo o projeto quando Gabo morreu e acabaram correndo um pouco para lançar logo.

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A gente lê - Ver: Amor, de David Grossman

ver-amor.gifVer: Amor, de David Grossman, é o livro mais conflitante que li na vida. 

Eu cheguei a abandonar a obra por vinte dias e só consegui terminar pulando linhas, parágrafos e até páginas inteiras. Sério. Eu chegava a questionar por que o autor havia se dadoo direito de publicar aquele emaranhado confuso e tantas vezes sem noção. Ele nunca ouviu falar que menos é mais? 

E aí você deve estar se perguntando por que eu simplesmente não larguei o livro. Porque tem momentos geniais! Cortando as viagens, o mimimi e as tentativas de fazer literatura fantástica, existe algo de muito bom ali, e sei que um dia vocês ainda vão me cobrar por esse post, pois há boatos de que Grossman levará um Prêmio Nobel nos próximos anos.

Mas chega! Vamos ao que interessa: a obra... Bom, eu diria sem muita segurança que Ver: Amor conta a história de um israelense pertencente à geração pós-Holocausto aprendendo a lidar com a carga histórica de ser judeu. 

Dividida em quatro partes, a trama começa na infância de Momik, um menino extremamente fantasioso que vive cercado de adultos traumatizados (e até um pouco endoidecidos) por algo que ele não sabe o que é. Momik ouve menções sobre a "Terra de Lá" (Polônia) e a "Besta Humana" (Hitler), mas ninguém para para lhe dar explicações factuais. E aí, claro, ele é obrigado a descobrir por si. Ah, nessa época, aparece o tio-avô do garoto que todos achavam ter morrido num campo de concentração. Fuçando nas tralhas do senhorzinho, Momik descobre que ele havia sido um escritor de histórias para crianças - segurem essa informação que ela será importante logo menos.

Na segunda parte, Momik é um escritor já adulto que está se debatendo para parir a biografia do escritor polonês Bruno Schulz . E o bicho pega... Para vocês terem uma noção, alguns capítulos serão narrados pela oceano (que é uma mulher), pois o tal do Bruno havia ganhado guelras para acompanhar um cardume de salmões. Pois é, eu avisei que era dose. Foi exatamente nessa fase em que eu abandonei o livro temporariamente.

Além de ser um texto extremamente hermético e abstrato, o que me incomodou foi o tom mau-humorado e depressivo da narrativa. Vejam só um pedaço da fala de Momik com o filho:

"Fique sempre na fila do meio. Não revele mais do que você precisa. Lembre-se de que as coisas são sempre diferentes do que aparentam. Nunca seja muito feliz. Não diga 'eu' com tal liberdade. E, em geral, tente sair bem das coisas, sem cicatrizes desnecessárias".

Com um fim absurdo e que eu não entendi, a segunda parte dá lugar para a terceira, em que Momik contará a história do vovô Wasserman, aquele velhinho que havia aparecido no início do livro, lembram? Aqui é mais interessante. Enquanto estava preso no campo de concentração, o vovô havia encontrado um oficial alemão que era fã de suas histórias. Eles então fazem um trato: o escritor conta histórias todos os dias em troca de um favor do oficial que não vou revelar aqui. A ideia é boa e poderia ter rendido, mas, infelizmente Grossman juntou personagens de outras partes do livro e aí tudo fica confuso de novo.

Finalmente, chegamos à parte final do livro, quando o mesmo Momik resolve fazer uma enciclopédia sobre o Holocausto. Sim, o fechamento do livro será dado em forma de verbetes.

Praticamente um sanduíche com tudo dentro.

Se você discorda de mim, eu lhe imploro que deixe seus comentários no final do post. Quero muito que alguém me explique a lógica do livro, se é que ela existe.

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A gente lê: Relato de Um Náufrago

relato-de-um-naufrago.gifQuando abre uma obra de Gabriel García Márquez, você espera encontrar tapetes voadores, ciganos malucos e crianças com poderes sobrenaturais? Pois em Relato de Um Náufrago não terá nada disso.

Em 1955, o escritor era apenas um repórter do jornal El Espectador, quando foi incumbido de contar a história real de um homem que havia sobrevivido por dez dias à deriva em um bote. 

Foram 120 horas de conversa entre o náufrago e Gabo, que este transformou em textos assinados por, vejam só, Luís Alexandre Velasco, o sobrevivente! Só alguns anos depois, quando o colombiano já era um autor consagrado, é que editores resolveram reunir tudo num livro, dessa vez, é claro, com a verdadeira autoria revelada.

Gabo não gostou muito da ideia da ressureição da reportagem, e escreveu um prefácio bem honesto para Relato de Um Náufrago

"Parece-me bastante digno de ser publicado, mas não consigo entender a utilidade de sua publicação. Causa-me depressão a ideia de que aos editores não interessa tanto o mérito do texto como o nome que o assina, que, para desgosto meu, é de um escritor da moda."

Bom, Gabo está sendo modesto, porque o material é, sim, valioso. Com minúcia e fluidez, nos será apresentado Velasco, um dos tripulantes de uma embarcação da Marinha colombiana que voltava dos Estados Unidos para Cartagena. Acontece que, em um momento tenso, uma onda jogou oito homens que estavam do lado de fora do barco para o mar, e apenas Velasco conseguiu nadar até o bote salva-vidas. 

Mas seus problemas estavam só começando, porque o marinheiro não tinha nada além da roupa, um relógio e um cartão de uma loja. Como ele sobrevive por dez dias? Só Gabo conta, e com aquele jeito todo especial de narrar S2

O texto trouxe problemas ao autor nas duas vezes em que chegou ao público. Primeiro, nos anos 50, porque revelou ao mundo que o destróier da Marinha carregava contrabando, o que colaborou para a fuga de Gabo para a Europa (eram tempos de ditadura). Já nos anos 70, Velasco entrou na justiça pelos direitos autorais da história, mas perdeu.

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